
Num dia...
Acreditar, sonhar, ter esperanças, sorrir, ver à sua frente dias ensolarados e noites enluaradas
Se alegrar c/ pequenas coisas, pequenos gestos
Sentir-se boba, uma adolescente novamente
Estar viva de novo, sentimentos e desejos à flor da pele
Ficar à espera de um sinal, um telefonema, qualquer forma de contato
Coração acelerado, sorriso bobo no rosto, voz doce
Conseguir enxergar uma luzinha lá no fim do túnel
Fazer novos planos, traçar novas metas, ter novos sonhos
Ouvir uma voz mesmo que esteja lá bem longe...talvez do outro lado do oceano
Ter medo, sim...mas também, ter o desejo ardente de que pode acontecer
Acreditar que após tanto tempo sua vez enfim chegou
Se apegar, se encher de ternura e carinho, sentir-se doce
Querer cuidar e ser cuidada, querer amar e ser amada
No outro dia...
Realidade, dor, frustração, amargura
Ver seu castelo de sonhos desmoronar
Sentir a tempestade a lhe castigar o corpo
Sua mente confusa procurando justificativas
Seu coração apertado lhe impingindo uma dor tão já conhecida
Um simples final tantas vezes escrito
Garganta apertada, aquela lágrima presa no canto dos olhos que teima em cair
Vontade de dar um basta em tudo, jogar a toalha
Desistir simplesmente de viver, de acreditar, de sonhar
Claro, era bom demais pra ser verdade
Aquele filme, seu velho amigo, lhe passando na cabeça
Frio, solidão, trevas
Vergonha até de si mesmo
Ruína, fracasso, frustração...desilusão...
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